terça-feira, julho 30

*my heart in ice cub... é, eu não gosto muito disso, mas é fato, sempre será, ele não merece outro estado térmico*

paro de postar porque param de comentar, param de comentar porque não tem nada de bom pra se falar, porque não tem nada de bom para se ler... escrevo minhas melhores frases e sinto que ninguém as lê, sinto denovo que não deveria me importar com isso, mas me importo... sinto que queria mandar certas pessoas pra puta que pariu, mas não ás mando... o coração continua apertadinho... meus amigos já se espremem por lá, eu os espremo por lá, ele não cresce porque congelei!

*Jimmy Eat World é muito bom... pena que não são muitos que sabem escutar com respeito!
*Tava com saudades do Sérginho... este vou envelhecer e ele vai continuar sendo querido... devo e-mails, viagens (se bem que BH tá longe demais!!!) e um dia junto olhando para o céu!

Tarde toda com o Bruninho... o irmão caçula, pentelho, mas que faz carinho o tempo todo!
Noite, um encontro ótimo com duas pessoas queridissimas... Cassinho e Luci... 3 nerds que vivem vidas reais como qualquer um... mas que são especiais, os dois pelo menos pra mim são, se tornaram e vão ficar até segunda ordem...

segunda-feira, julho 29

.. me falta chegar no meu próprio compasso e saber dançar minha própria música, a da vida...
Talvez um dia me vejam com mais harmonia, quem sabe?!
Eu apenas espero, inquietamente, mas espero...
Correr parada já vi que não se sai do lugar!

Conversando com o Melvin, vendo mais um amigo nosso em busca do amor perfeito... do casamento, decidi:
VOU SER ETERNAMENTE UMA WENDY... vou viver na terra do nunca e não crescer mais!
[ATUALIZANDO]
Agora com o Ulisses... talvez eu goste mais dos brinquedos do que de outros objetos... talvez seja isso... eu erro na hora de saber definir o que é brinquedo, o que é brincadeira, o que é cuidar das coisas do "mundo real"!!!

...parei de ler entrelinhas minhas
entrelinhas vossas
entrelinhas do que me cerca...
quero ver um pouco como funciona a superfície...
o mundo dos cegos...
(pelo menos até a água parar de me chegar ao pescoço)

É, devo confessar... tudo aqui tá muito bom... os shows, os amigos, as mimações... muita gente de fora junto... povinho das antigas... bom ter todos de volta assim, do nada...
Almoços com as meninas, terça almoço com meus garotos A.S.C.O.!!!!!
Ai ai ai ai ai ... tenho que acordar logo... lembrar de que as coisas ainda não estão bem... que tenho que consertar um monte de coisas que estão podres dentro de mim... mas enquanto isso vivo minha vidinha de sonhos... de não ficar emburrecida com nada... de ganhar somente sorrisos doces....
Saudades da minha mulherada da minha terrinha, saudades dos meus meninos...
Caralho, chega, conto de tudo depois!
Amanhã, encontro dos nerds pride dos blogs... e mais uma vez vai faltar o Professor Xavier...
Até agora... mil obrigadas ao Dan, ao Bruno, as meninas Mari e Dani, e um muito especial a Ciça, ao Bá e a Nessalita!!!

Epitáfio
(Titãs)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

***Esta é pra Camilinha, ela sabe o porque!!!***
***Todos sabem que não gosto deste tipo de música, mas esta letra me dá "tapas-na-cara", então, fazer o que?!***
***Obrigada Ulisses por tê-la achado para mim!***

sexta-feira, julho 26

Eu vou sair agora daqui... Tenho que fazer minha mala ainda!
Pessoinhas que estiverem em São Paulo, vou querer ganhar abraços de todos!!!
Camilinha, boa viagem! Caty, comporte-se! Carol, volte logo pro nosso Norte Pioneiro!
Narck, Lele e trupe, bom show pra vocês, cuidem pro vocal não sair fora do tempo... no resto vocês estão ótimos!
Pro povo que fica, ou pro povo que me espera... vão se cuidando que quero ver todos inteiros quando eu os encontrar!
Beijos meus lindicos...
(ainda tá faltando algo, mas eu encontro... calma, não é da mala que eu anda nem comecei a arrumá-la... acho que tá faltando um tanto de mim, e pela primeira vez depois de anos indo pra São Paulo, estou com um frio maior na barriga... é, tenho que me lembrar de ser uma boa menina!!)
P.S.: Minha mãe está viajando, briguei com meu pai hoje no almoço, Carol tá longe e Caty tem um jantar... vou ter que ir pra rodoviária de ônibus... não sei mais ser gente grande... coisa chata!

*Ainda não sei se vou... ainda não sei se não vou...
*Certeza até o presente momento é a de que vou sentir sono na aula amanhã!
*Não afirno nada... mas resolverei tudo amanhã de sopetão... vamos ver o que que rola!
*São Paulo, Avail, Contraponto, AMIGOS, AMIGAS, SISTAS E CUNHADÃO... vamos ver se degusto um pouco de vocês logo logo...
*Meu coração agora viaja para não parar no tempo em que ele ficou... estabilidade não anda sendo uma palavra usual pra ele, pra mim, talvez, um pouquinho.
*Subjetiva eu? Imagina... é que não era pra entender mesmo... como já disse certa vez, som não se propaga no vácuo e eu continuo gritando sem respaldo algum!

terça-feira, julho 23

Eu estou cansada...
Tudo hoje pra mim me sôo chato...
Se não fosse o cinema com a Camilinha o dia tinha morrido... mais um dia tinha morrido!
E a vida continua pedindo pra ser esquecida aos pedacinhos... êta, vida!?

"In hope this little angel will be free from all of their poisons
And in hope I grind my knees into the floor
Praying that he'll never have to feel the pain I have felt
Walking through glass ignorant of the pain in my feet
His sweet little hands, innocent face
So unaware of what lies in waiting
In hope there will be forever waiting for you
In hope you'll never look back and hate these days I've held your hand
Falling away, changing each day to his own fate
Until I am needed no more for his comfort or his joy
In hope there's an answer, and in hope I cry
But I am beaten just the same by this subtle game
As he breaks away
I turn my face to the sky for a way to decline
These fairy tales that will mould into nightmares
This fate laid out in my hands
Unatoned I descend into my own indecision
In hope I can turn this page
Falling away, changing each day to his own fate
When I feel him go running on his own
Wait for something more there is not"

...
What are these voices outside love's open door
Make us throw off our contentment
And beg for something more?

I'm learning to live without you now
But I miss you sometimes And the more I know, the less I understand
All the things I thought I knew, I'm learning again
I've been tryin' to get down
To the heart of the matter
...

segunda-feira, julho 22

PRIMEIRO DIA NA TERAPIA...

Pontos positivos:
* O horário é acessível.
* Durou uma hora a sessão.
* Localização boa.
* Ela é simpática.
* E a princípio parece-me competente.

Pontos negativos:
* Ela fala o tempo todo “aham”, o que na quinta vez se torna irritante...
* Me trata na terceira pessoa, ex.: O que a Camila acha disso?
Resposta que eu deveria ter dado: Putz, ela acha o mesmo que eu já que somos uma única pessoa com várias facetas e não várias pessoas com a mesma faceta!
Eita... vou pedir pra ela me explicar o porque de me chamar assim... deve ter alguma explicação do tipo “chamar você na terceira te faz falar como se você fosse outrem e logo explanará mais facilmente o outrem que na verdade é você...”. Ah, tenha dó, a última coisa que tenho é problemas em falar.
* Fala baixinho como uma vózinha.
* To achando que to pagando caro para um “teste”.
* Não gostei do sofá que sentei, acho que preferia ter sentado no chão.
* Nenhum quadro legal na parede, nem tanto pelas telas, mas as molduras naqueles páspatur horrível, me incomodaram muito. Pena que isso vai de gosto e não se pode mudar assim tão facilmente.

**Detestei me sentir analisada sem ter um respaldo mais imediato, gosto de conclusões iniciais, gosto de pareceres, gosto de ser questionada... detesto que fiquem esperando de mim... me “rondando”, ainda não to confortável nesta nova situação!!**

domingo, julho 21

**Estes menino me prendendo... já falei pra sonharem com céu com estrelas coloridas, contar ovelhinhas Minor Treat... mas eles não me escutam!**
Um
Dois
Três
...acabou a minha vez!
(chega de ser boazinha hoje)

"Wise men say only fools rush in
but I can't help falling in love with you"

(Elvis Presley)
*Tá certo que congelei meu coração, mas que a frase é foda isso ela é mesmo!*

Daria meu cofre de moedinhas em troca de uma frase direta... mas como eu mesma me tornei subjetiva e nem eu to pagando pra me ver falar, fico aqui... numa oferta nula!

Segunda-feira começa a terapia... psicanálise... vamos ver se lá eu consigo as respostas que se embaralharam na minha caixinha de brinquedos!

Quinta
Aula, trabalho, shows
Sexta
Matei aula, mais trabalho e shows denovo... muito melhor que os de quinta!
Sábado
Trabalho, almoço com a sista e o cunhadão, depois um cineminha...agora estou quebrada, horas de internet e cansaço!!

quinta-feira, julho 18

estes foram o vide-o-verso, por uma releitura minha e sugestão de um amigo resolvi mostrá-los!
Obrigada Ulisses!

Número 3
Detesto o frio, ele não resfria apenas meu corpo, resfria meus sentidos, me deixa doente no todo... mas nem tudo eu resolvo com vitamina C, chá quente e cama!
Talvez a cama, o quarto gélido e mais momentos de solidão, talvez esqueçam minha existência num belo dia de verão!

Número 2
Melhor fazer o que me propuz,
Melhor me esconder em máscaras de arlequim
Melhor fingir...
Dentro de mim poucos sabem o que acontece
Quem o sabe não entende
...
Egoísta sou eu, egoísta é você, egoísta são os vivos...

Número 1
Nossos sonhos infantis não são como imaginávamos
Crescemos vendo nossas esperanças se esvaindo...
Realidades nulas que brotam por todas as partes
Realidades que a todo momento são podadas...
Reclamam quando meu sangue para de correr em minhas veias,
Mas juro, não sou somente eu a culpada,
Não sou eu quem me congela
É a sobrevivencia que me corta a pulsação

terça-feira, julho 16

Gripe, febrinha. preguiça... somente colos virtuais para me afagar... isso não é lá muito bom!
Cadalacca vai embora.....
:~(

domingo, julho 14

...é... ruim quando ninguém consegue mais ver um palmo além do seu próprio nariz, inclusive eu! Devo repetir, somos egoístas demais pra sofrermos dores alheias... ninguém se dispõe a sofrer as nossas!

Anotações de uma vã realidade no meu vide-verso...

To sem o menor saco pra escutar imbecilidades hoje... me ferem ou eu me firo a torta e a direita... isso não me faz bem!
Minha independência está entre meus maiores sonhos utópicos! E a dependência continua sendo um dos meus maiores carmas...

-- Oi tudo bem?
-- Tudo bem, fora o tédio que me consome todas as vinte e quatro horas do dia, fora a decepção de ontem, a decepção de hoje e a desesperança crônica do amanhã, tenho vontade de chorar, raiva de não poder, quero gritar até ficar rouco, quero gritar até ficar louco, isso sem contar a ânsia de vômito, reação a tal pergunta idiotaaaaaaaaa! Fora tudo isso, tudo bem!

sexta-feira, julho 12

Cássio e suas coisinhs místicas... mas até que bateu! O ruim destas coisas é que nunca falam os pontos negativos!
ROSA (de 29/8 a 23/9 )
Na Atlântida, a rosa era o símbolo da intensidade e do prazer de viver. Assim, as pessoas que nascem sob o signo de Rosa são ternas, afetuosas, verdadeiras e intensas. Buscam a plenitude em tudo o que fazem e jamais fogem dos desafios, pois sentem uma profunda alegria em vencer os obstáculos. Sabem extrair o melhor de cada experiência e jamais perdem tempo lamentando ou reclamando de alguma coisa. Apreciam elogios, mas não
fazem nada para se sobressair. Generosas, gostam de fazer os outros felizes e ficam na expectativa de colher amor e gratidão.

Sábado almoço aqui com as meninas... pratos árabes no cardápio!
Kibe vegetariano, tabule, jadra e de sobrimesa uma que eu não lembro o nome feita com macarrão, leite condensado e nozes!
Isto é uma intimação: Camilinha, Ciça, Carol, Caty e Helen... espero a velha guarda toda aqui reunida!

Caralho, olha a hora! E nada de trabalho pronto... hiiiii vou dormir pouquinho! Merdinha...
Vanessa Laura (Nessalita), se cuida mulher, aprenda a lidar com os homens como eles merecem! Se dê o valor nega! Queria você junta no almoço, você faz parte da nossa "velha guarda"...
P.S.: "Velha guarda" não pressupõe que somos velhas viram!

quarta-feira, julho 10

Alguém ai sabe o quão bom é ter grandes amigas... eu sei... as minhas são fodassas...
Alguém ai já andou com o carro no último volume com uma coletânea no som com o nome de "Músicas para se cantar"... eu já... e cantei todas muito alto junto com meninas que eu amo muito...
É dona Camilinha, você faz falta mocinha linda!!! Ela dá vida pra gente não é Gêmula?!?! (mas este sutaquezinho!!!)

***queria apenas um dia de verão***

caixa de lenço+uma enorme falta de saco+preguiça+frio=eu

Sinto-me ridícula, nem tanto por mim... mas por esperarem de mim uma marionete... Eles não entendem que eu não sou uma marionete, não entendem que minhas reações não são como esperam, não são previsíveis, que meus sentimentos não são tão racionais quanto eu espero que eles sejam... ahhhhhhh não era pra ser assim as coisas... juro que não, malditos sonhos juvenis que nunca se concretizaram!

terça-feira, julho 9

É, parabéns ao blog... um ano de saco me aguentando... um ano fazendo e mantendo amigos, um ano aprontando, chorando, rindo, gritando, se escondendo.... um ano de companhia numa vida que um dia me acertará em cheio!

Desculpa a demora gente... mas as baladinhas e a internet com os tilts dela me impediram de colocar o post antes!
Espero que gostem!!!
Quanto a semana... digamos que começou bem e continua tudo caminhando perfeitamente bem! Os pontos baixos daqui pra frente não serão mais ignorados e sim transmutados... ahhhhhhhhhh pira minha... não liguem!

***ESTÃO AÍ AS MINHAS MELHORES DURANTE UM ANO!!!***
Dei umas ajeitadas nos textos, no português e fiz alguns recortes... quem quiser saber o resto na integra que vá atrás nos arquivos!

JULHO

Julho, 04 de 2001 (3:55 PM)
Agora acho que foi mesmo!!!
O Perna falou que é bom a gente escrever muito, mas eu fico aqui escrevendo nesta josta e não to fazendo meu trabalho de gravura!!
Sr. Perna, onde esta o negócio bom disso?!?! Tô brincando... já já eu tenho que ir fazer meus negocinhus... que bom que aprendi a mexer neste treco!!


AGOSTO

Agosto, 08 de 2001 (05:22 PM)
[...]
Comecei falando do blog do Danilo porque outro dia, melhor, segunda feira comecei a escrever no meu PC várias coisas sobre mim, sobre minha vida, como ele faz, metendo a boca em tudo e falando bem as vezes... não tá saindo muito como os dele, mas tem algo a ver... não sei se vou mostrar isso a alguém ainda... e nem se vou continuar com esta pira... mas sei lá, escrever faz bem, alivia... por isso que adoro ver estes blogs preenchidos de coisas...
Vi hoje uma página muito legal, é do Klaus de Curitiba, acho que todos que lêem isso aqui se é que tem alguém que lê deveria dar uma olhadinha lá... o endereço é www.ldopa.cjb.net espero que gostem....
Vou reiniciar o PC... tá uma merda isso aquii!!!


SETEMBRO

Setembro, 27 de 2001 (01:13 AM)
[...]
Ontem (terça-feira), eu estava péssima, falei com a Carol e digamos que nossa conversa não foi a das melhores, ando chateada com um monte de coisas e estou sem o menor ânimo de ficar falando das minhas pseudo-futilidades pros outros... não que sejam fúteis pra mim, mas escutar minhas bobagens não iam passar de futilidades pra qualquer ser humano!! Ando super chata sim!! Ando na maioria das vezes com a paciência esgotada, sem o menor saco pra escutar os outros, mesmo que sejam coisas boas... esta é a pior parte, escuto coisas boas e não tenho o menor ânimo para com ás mesmas, isso é horrível!!! E deve ser por esta minha falta de paciência que ando com estas “briguinhas” com as mininas... é foda ter que reconhecer isso! Devo dizer que coloquei todas as vezes que escrevi “briguinhas” entre aspas por acreditar que não passe de bobagens momentâneas...
[...]


OUTUBRO

Outubro, 21 de 2001 (05:30 AM)
Último post de hoje, no horizonte o céu está laranja, tem nuvens refletindo o laranja, mas por cima elas estão levemente roxas, com pinceladas de azul no fundo mais acima, se olhar bem pra cima ainda há algumas estrelas, tem partes que estão meio rosadas... putz.. vocês tinham que estar vendo este céu!!!!!!!!!!!!!!!!
Boa noite!
Outrubro, 28 de 2001 (04:18 AM)
Este é o tipo de e-mail que recebo de um amigo
[...]
O Berbel:
“oi entao eu tava escrevendo e apertei alguma coisa que apagou tudo nao sei o que porque eu to bebado do casamento do ari,
se essas paredes flassem , e contassem cad vez que sonhei em viver em outro mundo, proverbio de araque, mas tudo bem quando a gente vai explodir o mundo, sabe que o bin me ligou e o busch tambem mas eu nao sei se eu vou solotar uma bomba atomica com o busch ou vou matar todos de doencas com os outros babacas, ou se eu vou comer um falafel com o bin, que se acha , mas agente pode ir junto porque voce sabe onde tao as 10 mil minas explosivas do afeganistao instaladas na guerra fria pelo eua e pela urss, entao a gente pode fazer um arem e passear de camelo, mas se descobrirem que a gente eh japa fodeu. sei la.
vortei do casorio do ari , e entao to bebaco, leia o c com som de s, bom ve se aparece, beijoes.


NOVEMBRO

Novembro, 01 de 2001 (12:02 AM)
[...]Mas as coisas não são como a gente quer, como a gente imagina, maldita seja a mão do Sr. Destino que não faz as pazes com a Dona Vontade ambos sempre caminham em direções opostas (qualquer dia escrevo um conto falando da briga eterna dos dois, Dona Vontade e o Senhor Destino, moradores da Rua da Vida – conhecidos como “os vizinhos encrenqueiros”).

Novembro, 14 de 2001 (11:32 AM)
[...]
Expressar sentimentos as vezes é mais difícil do que imagino. Estava tentando fazer letras novas pra banda, mas não consegui. Talvez seja porque decidimos que a banda não falaria de amor ...”Espelho de Narciso” fala, mas é de uma forma fria, porém realista – a letra fala que buscamos nós nos outros, que queremos nos relacionar com seres como a gente, com “clones” como diz a letra...
É difícil assumir que preciso de alguém para ser feliz, ao mesmo tempo isso é ridículo, sou totalmente autoritária, egoísta, autônoma, exigente... mas a lógica é bem clara, não adianta você ser feliz sozinho, você depende das outras pessoas pra demonstrar a sua felicidade, para ser feliz... Ah não estou conseguindo me fazer clara denovo...
Dando um exemplo mais claro, porém diferente do assunto que to tentando abordar, seria como se eu negasse que dependo do peão que planta o arroz, do cara que maneja a colheitadeira, das pessoas que o ensacam, das outras que manejam as diversas maquinas que selecionam, reempacotam, dos carregadores, dos motoristas de caminhão, das pessoas dos caixas, do meu pai que compra, da Frân que prepara...
Seria algo como se a minha felicidade dependesse da felicidade dos outros, do viver de outrém... Horrível!!! Isso é saber que sou cada vez mais impotente, mais incapaz de realizar algo em prol de mim mesma, algo que dependa só de mim.
[...]

Novembro, 29 de 2001 (06: 21 PM)
Por volta das 5 da tarde espero o ônibus no mesmo ponto que havia desmaiado duas semanas antes. Entro no ônibus e vejo dois senhores com mais de 60 anos (aparentemente) e domésticas, muitas delas. Umas mais arrumadas, outras um desleixo só, que vai desde vestimentas até a aparência física – corpos deformados, pernas bem torneadas porém varizentas, a celulites que se destacam mesmo por de trás das blusas e calças, cabelos judiados, bagunçados e mal presos, alguns molhados denunciando o banho na casa onde trabalham ou até mesmo um caso com o patrão – Os nenéns nascem tão belos, e de repente me deparo com um arsenal natural de armas contra a estética padronizada da beleza humana... No primeiro ponto que o ônibus para, entra 4 pessoas (mulheres), neste momento todos os lugares do ônibus já se encontram repletos de bundas cansadas (a minha acabara de sair de um belo banho de um dia de folga), ao mesmo tempo escuto as ultimas tramas da novela das 8, pelas matracas do banco de trás. Reparei numa das 4 mulheres que entraram que estava cabisbaixa, quando ela levantou o rosto em busca de um apoio, vi nitidamente um olho roxo e os braços com mais uma série destas manchas; o rosto triste desta não era muito diferente dos das outras domésticas que ali estavam, mas as marcas sem duvidas eram as mais expressivas. Mais um ponto que o ônibus para, sobe desta vez 5 mulheres e um rapaz (e feio), destes que sobem, para do meu lado mãe e filha conversando em japonês, as duas acabam tampando a mulher dos roxos. Próximo ponto, não consegui ver quantas pessoas entraram, mas sei que quase 50% eram deficientes mentais (este ônibus passa em frente a uma clinica municipal de tratamento psíquico). O povo se levantando para mulheres com crianças semi-deformadas no colo se sentarem... Me levanto, aperto o botão e desço no ponto seguinte, deixando pra trás o “ônibus das domésticas” ou mais uma demonstração fidedigna da realidade diária – gente que é feia, que apanha, que é triste, que sofre, que é deformada, que ganha pouco, que fica feliz em assistir novela das 8, que não tem dente, que é gordo, que é velho, que é maltratado... Como se eu não fizesse um pouco parte de tudo isso. Talvez me faço de desentendida para fingir pra mim mesma que não me incluo... como se não tivesse espelho na minha casa!


DEZEMBRO

Dezembro, 10 de 2001 (11:44 PM)
“Conto de Fada”
Hoje acordei me sentindo uma fadinha... não uma fada boa, nem má, mas uma fada que começou a aprender o tamanho dos seus poderes, mas não sabe como controlá-los direito. Meio fantasioso, mas isso é mais sério do que eu estou contando, esta fadinha, tem gurus, mestres, duendes, ogros... seres de todos os tipos que a cercam, que a influenciam, que ajudam, que prejudicam...
Esta fadinha, este ano aprendeu a usar alguns poderes, como o carisma, a meiguice, a sedução, aprendeu a usar palavras doces, olhares cativantes... Mas usou todos estes poderes com pessoinhas de muito longe, pessoas que ela não pode tocar, zelar, abraçar, beijar, ajudar... e este foi o castigo dela, por ela não saber como controlar sua magia acabou ficando sem nenhuma das pessoinhas encantadas por perto, agora a fadinha fica aqui, toda triste por querer juntar estas pessoas que ela encantou e tê-las muito perto. Seus mestres e gurus, também estão longe, como forma de castigo... agora ela fica aqui, a fadinha triste, solitária, cheia de pessoas encantadas longe, sem saber como utilizar o desencanto, sem saber nada.
[...]

Dezembro, 11 de 2001 (03:54 AM)
Tô impotente denovo... me sinto pequenina e fraca... virei uma ameba?!?!


JANEIRO

Janeiro, 13 de 2002 (05:36 PM)
Querem saber o que tá acontecendo comigo?
To de saco cheio de tudo... cansei de mim mesma até.
Cansei se futilidades, cansei se encheções de saco, de comentários irrelevantes... cansei de tudo isso, preciso sair daqui, preciso morar longe de pessoas que convivo a tempos, preciso sair das fraldas e parar de ter relações mágicas com as coisas que me cercam... acho que saturei da vida antes do tempo... portanto me dêem um tempo pra eu voltar a respirar com ar puro!
Tudo que ando tocando, tudo que almejo, se tornam de repente verbos no passado. Falar que a culpa não é minha é ser hipócrita demais, não distribuir a culpa é estar me martirizando e me culpando por coisas que não me dizem respeito, que não dependem de mim.
Na verdade, nada depende somente de mim, não sou uma ermitã, vivo na dependência dos outros, de ações do próximo, de vontades do próximo, de sentimentos do próximo... na verdade é por isso que me sinto um ser impotente a toda hora, não dizendo que se as coisas dependessem somente de mim elas aconteceriam, mas pelo menos saberia onde encontrar o problema...
Ah, não estou me fazendo clara, não conseguiria explicar tudo q está se passando dentro de mim por mais dedicada que fosse nossa conversa, se eu e você estivéssemos sentados numa cama de mola, com suco de laranja e salgadinhos do lado para não nos dispersarmos, mesmo assim ainda não conseguiria deixar claro todos estes meus posicionamentos.
Quer saber de uma coisa, vou tomar um banho, já que esta merda de blog resolveu ser temperamental com meus posts. [...]


FEVEREIRO

Fevereiro, 26 de 2002 (08:17 PM)
Á TODAS AS PESSOAS DO MEU CONVÍVIO, DEDICO ESTE TEXTO! (seja este convívio qual for)
“ SINCERIDADE, VERDADE E AFINS “

Se há algo que eu realmente não suporto nas pessoas é o medo de ser sincero. Conheço pouquíssimas pessoas que não tem medo de serem sinceras (para ser bem exagerada, acho que daria pra contar nos dedos da mãos a quantidade de pessoas que conheço que o são!).
Por que não ser sincero? Por que não dizer a verdade? A primeira desculpa que encontro é porque a verdade pode ofender, machucar... Que se dane tudo isso! É melhor negar a você mesmo do que negar algo do/no outrém? Se a sua resposta for afirmativa só me resta dizer uma coisa: VOCÊ É UMA PESSOA FRACA E QUEM MAIS PERDE É VOCÊ!
Ser sincero é bom quando referido a algo positivo? Sim, claro que é, na maioria das vezes uma postura sincera num elogio (por exemplo), fortalece o ego, faz sentir mais capaz, mais competente... enfim, melhor consigo mesmo. Mas o perigo se encontra numa faixa muito tênue, quando se faz um falso-elogio estes sentimentos todos se farão presentes, o problema é que não passarão de falsas-verdades dentro do receptor e mais ainda dentro de você – Aí eu digo... ou omita ou não minta. – Com o tempo isto se torna um ciclo de falsas-verdades* que vira uma bola de neve criando assim verdades-falsas*. (*Neste caso a ordem dos fatores altera o produto!).
Grande parte da minha desilusão com o mundo, com as pessoas e principalmente com meus amigos é devido á este maldito ciclo vicioso de verdades-falsas ou a simples omissão constante. De repente nada mais é verdadeiramente um elogio, uma crítica, um comentário, diria até mesmo uma mentira... estas coisas se tornam falsas. Verdade e sinceridade que eram para ser duas coisas comuns e corriqueiras hoje não passam de raridades vendidas a preço de ouro.
A verdade se tornou algo repugnante, maléfico, amedrontador... e ela é realmente cruel, repressora, magoante, desconcertante... Também é boa, é confiável, é carinhosa... é sincera!
Sendo sincero você mostra as reais qualidades e defeitos de uma circunstância, sem enganar ninguém e muito menos a si próprio!
Só mais uma perguntinha: PERCORRER UM CAMINHO COM OLHOS VENDADOS É MAIS FÁCIL DO QUE PERCORRÊ-LO DE OLHOS ABERTOS? – Faça a analogia!
P.S.: Creio realmente que meu título de má merece grande parte dos seus méritos pelo fato de eu ser excessivamente sincera. Evito omitir, evito mentir mas há certas situações que sua *cabeça* depende disso. Me policio para não agir desta forma (passiva/submissa), mas devo admitir que isto é uma tarefa extremamente difícil com direito a muitos tombos e tropeções.
**Acho que era isso, espero agora ver a primeira pedra a ser atirada e a primeira flor a ser colhida!**


MARÇO

Março, 03 de 2002 (04:31 PM)
Não vejo mais porque agora as imagens me cansam ao invés de me encantarem!
Não escuto mais porque tudo me soa inaudível.
Não riu mais porque não quero mostrar apenas o meu sorriso.
Não presto mais atenção porque nada mais me é considerável.
Não beijo mais porque cansei de sentir bocas vazias.
Não trepo mais porque cansei de não sentir prazer na alma.
Não vivo mais porque a vida consumiu minha vida...

Março, 08 de 2002 (01:47 AM)
Para um amigo:
"A felicidade é constituída de pequenos momentos.... não existe felicidade eterna e nem constante......"
[...]
Por isso que você não vai conseguir me ver sempre feliz...


ABRIL

Abril, 08 de 2002 (07:57 PM)
*Sobre o que eu sou, ou não sou... Morna talvez?!*
(O título pode ter relações com certas bebidas, como Coca-Cola morna, café morno... ambos indigestos, ambos intragáveis! – mas na hora da sede desce!)

Alguém aí sabe dar beliscões de realidade? Ando precisando levar alguns... Todos andam me dizendo que eu sou muito legal, inteligente, muito meiga, muito sincera, com personalidade forte, muitos montes de blá blá blás. Não querendo ser egocêntrica, sei destas minhas virtudes e sei quando ás aplico, mas desta vez não, não ultimamente...
Meu sobrenome anda sendo Incompetência, e junto dele vem mais um milhão de outros sobrenomes do mesmo gênero. Não ando sendo do cerne Caio, nem sou tão fodassa assim Danilo, nem tão honesta Cássio, nem sou tão carismática e muito menos tenho tantos talentos Dennis na verdade não ando sendo nada direito, fico no meio termo em tudo.
Ai, como detesto isso, detesto sofrer de não ser o que deveria ser, de não suprir nem a mim mesma a cota que preciso de mim.
Na faculdade, com os amigos, com o trabalho (projetos e agora estágio), sempre caem menor quantidade de gotas que deveria cair de suor – leia isso como dedicação ou alguma variante... Pois é, nem pra escrever este textinho de merda me sinto competente, me falta as palavras, falta me definir melhor...
Livros, 3 me esperam na cabeceira da cama, junto deles mais uma boa quantidade de textos e outros livros pra faculdade, meu pré-projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) parou a meses e o professor já começa a cobrá-lo. Isso é o que dá você se mostrar uma boa aluna e depois te cobrarem o que você mesma sabe muito bem que não tem!
Pelo menos o show que era pra ser no sábado foi transferido, meu medo de subir no palco pela primeira vez como “centro das atenções” me causa muito mais calafrios do que imaginava. Medo de decepcionar a tantos...
É isso, tenho medo de decepcionar vocês e fico aqui me enchendo de desculpas, não que elas não sejam verídicas, mas tenho medo. Desculpem-me amigos! Não devo ser a pessoa que vocês tanto acreditam que eu seja... talvez a Catarina, ou a Carol, ou até mesmo a Camilinha saibam do tamanho da minha incompetência, mas são ótimas amigas que continuam do meu lado... passam anos e elas ainda estarão aqui, passam anos e ela ainda estão aqui!
Fumar ou ir comer algo? Decidi fumar, o Cássio e a Carol me acompanhariam...


MAIO

Maio, 01 de 2002 (06:36 PM)
Tem dias que tenho vontade de cometer umas insanidades.
A vontade de hoje era de sair correndo pelada pela rua e ser internada como louca só para fugir das minhas obrigações...
Outro dia foi vontade de ser atropelada e ficar em coma por algumas semanas! Devo parecer louca ou infantil pra muita gente agora dizendo isso... mas tudo bem, que se foda!

Maio, 07 de 2002 (12:27 AM)
"Definho a cada minuto dentro do meu egoísmo, meu egocentrismo, meu narcisismo, minha ignorância, meu rebeldismo, minha estupidez, meu cinismo... não quero que ninguém me acompanhe, o problema é meu... somente meu. E eu digo, eu que me foda!"


JUNHO

Junho, 09 de 2002 (03:55 PM)
Uma boa teoria sobre minha pessoa...
"As vezes me sinto falando no vácuo, onde o som não se propaga..." [...]

Junho, 12 de 2002 (12:00 AM)
Me lembrei de uma história de quando eu era pequenina...
Eu comecei a andar muito tarde, tinha um ano e alguns meses já e apenas engatinhava. Não porque eu não sabia, mas sim por malandragem.
Minha irmã e eu temos apenas 11 meses de diferença de uma pra outra. Pelo jeito eu fiquei meio enciumada com minha nova irmãzinha, afinal eu era a princesinha do papai e da mamãe... perdi o cargo da menina da casa (considero perdido até hoje mesmo sendo a única que mora com meus pais ainda, mas isso são outras histórias).
Minha mãe já estava preocupada por eu não andar, dava minhas engatinhadas, mas só queria colo.
Num dia 15 de dezembro, minha mãe como tradicionalmente fazia, montava a árvore de natal. Desta vez resolveu enfeitá-la de forma diferente, com rosas de papel crepom vermelhas. Sabe-se lá porque a dita deu uma pausa no seu serviço e saiu de perto da árvore de Natal. Minutos depois minha mãe retornou á sala e me viu de longe, andando encantada com uma das rosas na mão, mamãe me contou que eu segurava a rosa pela pontinha e ia andando com passinhos curtos, cuidadosos... hipnotizada.
Eis que de repente *PUFHT!* Caí no chão, eu havia visto minha mãe me olhando – fingia não saber andar pra continuar ganhando colo de todos de casa – minha mãe na mesma hora correu e começou a rir muito tirando um sarro da minha cara por eu saber andar e ficar fingindo que não.
Depois disso tive que parar de disfarçar... parei de ganhar colo.
***Me lembrei disso por fazer uma analogia com esta história, hoje, se quero ir, tenho que ir por minha próprias pernas, se ficar sentada no chão ninguém vai me levantar mais. Todos sabem que sei fazê-lo, por isso faço isso mais uma vez, mas agora, mais do que nunca, como “eu” com um ano e pouquinho, caminho com passinhos curtos, cuidadosos... porém já não mais hipnotizada, não seguro nenhuma bela rosa de crepom vermelho nas mãos!***

quinta-feira, julho 4

**Para irem degustando... estas são algumas frases roubadas de grandes cabeças que o mundo criou... o resto vem no domingo, no dia do aniversário!**

NOVEMBRO

Novembro, 14 de 2001 (11:34 PM)
“...ao menos hoje em dia, o que mais se ouve acerca do poeta ou pintor enfermo mas surpreendentemente produtivo é que ele constitui um caso “clássico” de neurótico superdotado, um ser aberrante que só às vezes, e nunca sinceramente, deseja abrir mão de sua anomalia; ou, em linguagem corrente, um Homem Doente que, embora se diga que ele infantilmente o negue, com freqüência emite terríveis urros de dor, como se do fundo do coração desejasse se desfazer tanto da sua arte como de sua alma para sentir o que nas outras pessoas passa por sanidade...” (Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira e Seymour: uma apresentação – J. D. Salinger – P. 89-90)
Nossa como ando me utilizando das palavras alheias para me expressar ultimamente... vou tentar sem mais criativa, e me vivar com minhas palavras.


DEZEMBRO

Dezembro, 10 de 2001 (11:44 PM)
[...]
Onde viro bruxa como num passe de mágica!
*Onde não há beleza alguma...*
Nesta vida, desde o dia em que comecei a caminhar com as próprias pernas, não me lembro de um só percurso trilhado em vão; nem mesmo as quedas, ou os dolorosos choques contra portas fechadas, quinas agudas e paredes frias... foram em vão. Nem mesmo a morte de quem amei, ou as injustiças de que fui vítima, ou meus tormentos irrevelados... foram em vão. Nenhuma dor é vã, seja física ou moral, porquanto traga em sim mesma uma mensagem secreta da vida, uma chave para o próximo portal. Decifrar tal mensagem é que é a hamletiana questão.
Independentemente das utilidades e destinações finais de toda dor, ou de como o sofrimento possa favorecer (ou fortalecer) o caráter dos homens... dizem os indianos: “Tu és responsável por toda lágrima que fizeste brotar nos olhos dos teus irmãos!” E dizem mais: “Melhor não ofereceres carícia alguma, do que ofereceres o menor dos sofrimentos!”
E por que motivo tantos ferem com tanta facilidade, com leveza e até mesmo “graça”, inconscientes de que não há beleza em fazer ferir? Pergunto-me e encontro mil respostas, nenhuma definitiva.
Retorno à velha Índia dos empoeirados livros sagrados que, entre cânticos védicos, profere incômodas e milenárias verdades: “Tomarás a si tudo o que semeaste, porque não será senão tua a final lavoura das tuas obras. E não poderás autocomiserar-te diante da Justiça do Carma, posto que nenhuma das tuas justificativas há de apagar as conseqüências dos teus atos!”
Ferir não é riscar a pele e tirar o sangue; matar não é arrancar toda a vida. Fere-se ou mata-se também um sonho, uma idéia, uma obra, um gesto e um sentimento. Não importa em nome de quê se faça isso, toda destruição é uma subtração, uma mutilação. Não há beleza alguma em causar dor, não há boa intenção, razão ou arrazoado; há apenas ignorância, inabilidade, sombra ou impiedade. E mais além... haverá a colheita... certa, inevitável, inexorável.

**Texto “roubado” do blog do Dennis www.cadernomagico.blogspot.com


DEZEMBRO

Dezembro, 20 de 2001 (01:08 AM)
Pra não deixar ninguém triste por estar escrevendo pouco, vou redigir uma parte do livro do Hermann Hesse, “O Lobo da Estepe”, este vai em especial para o Dennis, com o seu teatro mágico!
“ Se examinarmos agora a alma do Lobo da Estepe, veremos que ele é distinto do burguês por causa do alto desenvolvimento de sua individualidade, pois toda a individualização superior se orienta para o egotismo e propende portanto ao aniquilamento. Vemos que tem em si um forte impulso tanto para o santo quanto para o libertino; no entanto, não pode tomar o impulso necessário para atingir o espaço livre e selvagem, por debilidade ou inércia, e permanece desterrado na difícil e maternal constelação da burguesia. Esta é a seca situação no espaço do mundo e sua sujeição. A maior parte dos intelectuais e dos artistas pertence a este tipo. Só os mais fortes entre eles ultrapassam a atmosfera da terra da burguesia e logram entrar no espaço cósmico; todos os demais se resignam ou selam pactos, pertencem a ela, reforçam-na e glorificam-na, pois em última instância tem de professar sua crença para viver. A vida desse infinito número de pessoas não atinge o trágico, mas apenas um infortúnio considerável e uma desventurada, em cujo inferno seus talentos engendram e frutificam. Os poucos que se libertam buscam sua recompensa no absoluto e sucumbem no esplendor, são os trágicos e seu número é pequeno. Mas os outros, os que permaneceram submissos, a cujo talento a burguesia concede com freqüência grandes homenagens, a estes se abre um terceiro reino, um mundo imaginário mas soberano: o humor. Aos inquietos lobos da estepe, a esses contínuos e terríveis pacientes, aos que está negado o apoio necessário para o trágico, para subir ao espaço sideral, que se sentem chamados para o absoluto e, no entanto, não podem nele viver; para esses, quando seu espírito se fez duro e elástico na dor, abre-se-lhes o caminho conciliante do humor. O humor é sempre um pouco burguês, embora o verdadeiro burguês seja incapaz de compriendê-lo. Em suas imagináveis esferas realiza-se o ideal intrincado e multifacetado de todos os lobos da estepe; aqui é possível não apenas celebrar o santo e o libertino ao mesmo tempo e unir um polo ao outro, mas também incluir os burgueses na mesma afirmação. É possível estar-se possuído por Deus e sustenta o pecador, e vice-versa, mas não é possível nem ao santo nem ao libertino (nem a nenhum outro absoluto) afirmar aquele meio termo fraco e neutro que se chama burguês. Somente o humor, a magnífica descoberta dos que foram detidos em seu vôo para o mais alto dos quase trágicos, dos infelizes superdotados, só o humor (talvez o produto mais genuíno e genial da Humanidade) atinge esse impossível e une todos os aspectos da existência humana nos raios de seu prisma. Viver no mundo como se não fosse o mundo, respeitar a lei e no entanto colocar-se acima dela, possuir uma coisa como se não a possuísse, renunciar como se não tratasse de uma renúncia, todas essas proposições favoritas e formuladas com freqüência, todas essas exigências de uma alta ciência da vida, somente pode realizá-las o humor.”
(O LOBO DA ESTEPEHermann Hesse)


ABRIL

Abril, 29 de 2002 (12:43 AM)
Saudade
(Pablo Neruda)

“...Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."


JUNHO

Junho, 14 de 2002 (12:10 AM)
– Quimera! Quimera! – volvia o poeta.
– Sei lá o que sou... Em todo o caso, olhe que é lamentável a banalidade dos outros... Como a “maioria” se contenta com poucas ânsias, poucos desejos espirituais, pouca alma... Oh! É desolador!... Um drama de Jorge Ohnet, um romance de Bourget, uma ópera de Verdi, uns versos de João de Deus ou um poema de Tomás Ribeiro – chegam bem pra encher o seu ideal. Que digo? Isto mesmo são já requintes de almas superiores. As outras – as verdadeiramente normais – ora ora... deixemo-nos de devaneios, contentam-se com as obscenidades lantejouladas de qualquer baixo-revisteiro sem gramática...
“A maioria, meu caro, a maioria, os felizes... E daí, quem sabe se eles, é que têm razão... se tudo o mais ser
”Em suma... em suma...


**Aprendendo a debulhar Mário de Sá-Carneiro, descrições suculentas! Escolhi esta frase por ela ter me cutucado a tarde toda hoje, ás vezes me sinto meio o Lúcio confessando...**
** Tirei este trecho do livro “Confissões de Lúcio" do Mário de Sá-Carneiro, fiquei curiosa com ele depois de tanto ver o Dennis e o Murilo elogiando o dito... é, o cara merece!**