segunda-feira, abril 29

. (este é final!)

agora chega.... não quero mais postar por um tempo...

não gosto...
não gosto de pessoas quando insistem em algo que eu não to com saco pra fazer, de chicletes velho, de cobertor com franja (mas na cara), de pessoas falsas, de pessoas reprimidas, de gente que fica me forçando a acreditar em deus, de pessoas arrogantes, de quiabo, de ter q limpar a lente de contato, do meu corpo, de "coisas que estão na moda", de falsos idealistas, de mal halito, de ver pessoas sem dente, de esquecer a escova de dente quado fico o dia todo na facu, das encheções do meu pai e da minha mãe comigo no computador, da bronca que levo quando chega a conta telefonica, de tirar nota baixa, da grande maioria das pessoas da minha sala, de hipócritas, de coisas com mal cheiro, de sentir dor, de ter q menstruar e depilar, de depender dos outros, de não ser livre, de não conseguir fazer um monte de coisas q quero, de cheiro de camarão, de sentir frio....

numa conversa com o Lele sobre coisas que eu gosto...
tomar sorvete, assistir filme, andar de walkman, ler bons livros, dormir, comer pessego em calda, ouvis Dashboard confessional, ficar na internet, falar ao telefone, encontrar os amigos, das beijo, fumar, dormir mais um pouco, dormir tardão, acordar tarde também, lavar as mãos, fazer xixi quando to apurada, rir, receber telefonemas/cartas/e-mails quando estou com saudade de alguém, sexo oral, brigadeiro/comidas de festas de crianças, pintar, ouvir musicas, ensaiar quando to empolgada, andar nua pela casa quando não tem ninguém e o tempo está propicio, dar aula, fazer amigos, falar, ganhar carinho, ganhar cafuné, tomar café forte e fresquinho....

...

isso aqui tá uma merda..... escrevo e o blog não atualiza.... da ultima vez coloquei apenas um ponto... não adiantou nada... ele sobrou aqui... agora ele vai aparecer de forma confusa...

.

não me perguntem porque logo este.... tenho meus motivos...

Saudade
(Pablo Neruda)

"...Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."

domingo, abril 28

Hoje é aniversário da Carol e eu nem tive a competência de colocar algo aqui decente pra ela... Falta inspiração, o bom é que sei que ela tá bem, melhor, ela tá ótima, tá com a bolsa e o garoto dela...
Gêmulinda, queria te dizer tanta coisa, você sabe o tamanho do espaço que ocupa no meu coração, sabe o qão especial é para mim... gostaria de te desejar toda a felicidade do mundo, mas sei que você já está com uma boa porção dela, pelo menos no dia de hoje, pelo menos no agora... divirta-se muito menina, você merece!
Te amo muito minha putaninha do coração, depois te agarro e te dou um UTA muito forte como você merece!
Beijocas enormes e coloridas...
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
P.S.: Você viu que eu não deixei ninguém cantar parabéns!?!?!
P.S.2: A festa tava linda, maravilhosa, pode virar promoter se quiser! Sobrou as comidinhas? uahauhauahuahauhauha
P.S.3: Tem showsinhu no Zerão hoje, quer levar o seu garoto lá?

sexta-feira, abril 26

Querem saber o que aconteceu com a minha avaliação....... conto mais tarde.. estou puta até agora!

Aqui estão as imagens, os quadros... um pedaço deles scaniados... o Cassio me fez um enorme favor me emprestando o espaço dele pra eu guardar minhas tranqueirinhas.... é só apertar o nome que a imagem aparece!
Espero não assustar ninguém!
Beijocas, e brigadão Cassinho...!!!
Adão, Eva e Prole
Adão, Eva e o Mundo Moderno com a Cobra-1
Adão, Eva e o Mundo Moderno com a Cobra-2

(ISTO NÃO É UM TEXTO COMUM, É O QUE ACOMPANHA DOIS QUADROS MEUS... TENHO QUE APRESENTÁ-LO PARA DESCREVER AS OBRAS... PRA ISSO AQUI NÃO FICAR "PELADINHO"... desculpem-me, ando meio estressada com a facu... não to dando muita conta do recado... semana que vem vou ter folga dai volto a escrever aqui direito!)

A primeira coisa que eu pensei quando ouvi o tema foi “Que merda!”, não foi nada diferente disso. Mas como um desafio começou a me soar interessante. Falar sobre Adão e Eva, não iria ser a coisa mais instigante de se fazer e tão pouco fácil. Pensei logo na minha mãe, uma católica praticante, talvez ela me falasse algo que eu poderia usar, alguma imagem.
Primeiro passo foi ler o texto, ato que achei patético e chato, me remeteu a fábulas da infância e a única imagem que conseguia relacionar ao tema era a fada cor-de-rosa do livro da coleção “O Mundo da Criança”, ou os gnomos dos contos dos irmãos Grimm. Ou seja, o texto bíblico nada mais era que mais uma fábula infantil...
A conversa com mamãe: Nada longa, nada profunda, mas no entanto ela disse algo que realmente colaborou na estrutura de um dos quadros. Ela contou que quando criança, ela imaginava a “cena” de Adão e Eva com uma pilha de gente, quase que como uma fábrica.
Segundo passo, como e o que pintar... “pilha de gente”. Lembrei dos trabalhos do Keith Haring, o jeito quase que mecânica com que ele desenhava, a forma me parecia ideal, um padrão icônico para reproduzir o ser humano. Depois de uma conversa com o professor e a autorização para me utilizar da forma do artista, mãos a obra no trabalho.
Mexer com as cores... tinham que ser fortes sem textura, não queria que fugisse deste padrão infantil, com uma pintura mais rebuscada.
Ícones como a serpente e a maçã na representação do pecado; o coração para o amor e a cruz para a religião e seu ato “punitivo”; na segunda tela a televisão entra como uma difusão mecanicista e desmistificadora do que era até então tido como pecado, usando de erotismo, instigando libidos e desfuncionalizando as significações até então colocadas por este texto bíblico. Fazendo um jogo com a serpente querendo comer a maçã e o “Adão” com seu pênis ereto querendo “comer” a “Eva” que se mostra tão atrativa quanto a maçã de cor rubra.
Como conclusão do trabalho, me coloco surpresa, por conseguir fazer relações muito mais instigantes do que o tema me propunha e não fugindo dos meus conceitos com relação a este jogo de fábulas que os textos bíblicos me levam. Fábulas que muitas pessoas levam como se fossem o próprio viver... Quantas pobres servas ainda esperam o fabuloso príncipe no seu cavalo branco pomposo?
Que as relações sejam feitas, não de forma impositiva, apenas no intuito de vislumbrar melhor minha idéia.

quarta-feira, abril 24

Hoje vou virar nerd... meu livro de cabeceira vai ser um livro de gramática, gramática de esperanto... “Ilustrita Metodo de Esperanto”... passei a tarde toda tentando descobrir como se pronunciava sons como ŝuo= que significa sapato, este S tem som de X e acaba se pronunciando “chú-o”...
Vamos para as explicações gerais de pronúncia, finalmente encontrei-as no meio do livro! Vou copiar, a página é 102. (nem ousem me criticar por causa da aula gratuita de pronuncia do esperanto, eu capo um por um – já que a maioria aqui é masculina!)
PRONÚNCIA
O Esperanto tem cinco vogais: A, E, I, O, U, que se pronunciam a, ê, i, ô, ú.
O acento é na penúltima vogal da palavra, que tem tantas sílabas quantas forem as vogais.
As letras Ŭ e J são consoantes.
As letras B, D, F, K, L, M, N, P, T, V, Z, soam como em português.
As seguintes reclamam explicações:
C= soa ts, por exemplo: FACILECO, lê-se fatsilêtso.
Ĉ= soa tch, p. ex.: ĈARO, leia-se tcháro.
G= sempre como em gato, mesmo seguido de E ou I; p. ex.: GEOLOGIO, pronuncia-se guêologuío.
Ĝ= soa como dj, como na palavra portuguesa adjetivo; p. ex.: ĜENTILA, lê-se djênntíla.
H= é sempre aspirado, como na palavra inglesa HOUSE.
Ĥ= é gutural como o J no castelhano e o CH alemão.
J= soa como um I breve na forma de ditongo com a vogal que o segue ou precede; p. ex.: KAJ “cái”, JÁ “iá”, PLEJ “plêi”, JE “iê”, BOVOJ “bôvoi”
Ĵ= soa como o nosso J em jornal; p. ex.: ĴURNALO “jurnálo”.
R= sempre brando, nunca rolado.
S= é sibilante, mesmo entre vogais.
Ŝ= soa como o X de xadrez, p. ex.: ŜUO “chú-o”.
Ŭ= soa como em português e segue a mesma regra de pronúncia do J, formando ditongo; p. ex.: AŬTORO “autôro”, EŬROPO “eurôpo”.
O esperanto não tem o som nasal nem as letras Ç, Q, W, X, Y.

Agora vão treinando aí... !

terça-feira, abril 23

Blogs novos do lado... e preguiça de contar do final de semana...... mas depois eu escrevo algo.. vou almoçar agora que eu ganho mais... a noite tenho estágio... caso eu não apareça é porque morri de berrar com aquele povinhu do colégio!
Beijocas pra vocês...
GEMULA: Faltam uns 4 dias apenas!!

domingo, abril 21

Acabei de voltar do show dos Los Hermanos em Arapongas. Ninguém acreditou que eu ia, mas fui mesmo, estava lindo, perfeito... valsa, samba, bolero... junto com muito rock! Foi lindo, pra completar, subi no palco e dancei "valsa" com o Mau, nós dois juntinhos pagando mico, e ainda queriam que nós fizessemos uma declaração de amor um pro outro, mas o Mau é amigo... não rolava, acabei pegando o microfone e pedindo para as pessoas se abraçarem, dançarem com os amigos.... ninguém fez é claro, foi engraçadissimo... faço cada coisa fora de casa...

Querem saber de uma coisa?
Estou cagando de medo... amanha tem show da minha banda, vou subir no palco e gritar..... a tosse não para, o medo também não... todos da banda são velhos de palco, e eu sempre fui a amiga-dos-caras-da-banda, é quero só ver...
Nem tenho o que dizer... não é nervosismo não, é medo mesmo... queria ganhar abraços de pessoas de longe agora... só pra me sentir aprovada denovo..... autorizada a subir no palco e fazer cagada... primeiro show é sempre assim???? Meus amigos daqui, estes não estão tão crentes neste meu "cagaço" neste meu medo repentino... merda, uma hora tinha que acontecer...

sábado, abril 20

Mais um post pela metade:

ATENÇÃO: Este post era para ter sido colocado na quarta!
Este aqui é o site do Alisson, é irritante á primeira vista, mas depois você se irrita mais... tem 3 links dentro dele, dois para "fundo de tela" (que se encontram no meio do "Malas Palabras" entre aqueles zilhões de “@” e mais uma animação que fica mais para baixo animação da série: "Ai", só que tudo você tem que caçar)... e realmente é um saco!
Malas Palabras
Ah, não se assustem, não estou metendo a boca no site do Alisson sem ele saber... ele está aqui do lado vendo tudo isso... pentelhando!
Apropósito, tio Alisson... a Tia Cá gosta muito de você, mas não acabe com meus barbantinhos!

Acontecimentos destes dias...
Ontem descobri que ganhei mais um leitor... toda vez que ganho um fico insegura, não sei porque na verdade, acho que me dá um pouco de vergonha, me sinto desnuda.
O novo visitante é um bom fussador, conheceu o blog fussando nas “infos” do ICQ. Alex, garoto que prometi casar por me emprestar um livro de gramática de Esperanto... virge, estou parecendo louca, mas não passa daquelas brincadeirinhas levemente insanas que sempre faço, afinal eu sou ou não sou a noiva do Danilo?!
Bom, sobre o Alex eu ainda não tenho muito a dizer, estudante de Letras na UEL, simpático, olhos claros, bem humorado e tem um livro de gramática de Esperanto! uahauhauha... Viram como eu não tenho o que falar! Um dia eu completo suas características...
Devo ser a última louca do mundo a querer aprender esta língua... espero conseguir!

Outros feitos de quarta:
Cheguei na facu as 8 da manhã e fui sair de lá 11 da noite, debate entre as duas chapas concorrentes ao D.C.E. uma com o nome de “Integração” (pessoal politicamente engajado, futuros políticos – na minha opinião – achei horrível a chapa por vir com discursos prontos!) a outra “Chapa-o-lin” (turminha de grande maioria do CCH – Centro de Ciências Humanas – na verdade um bando de pessoas animadas que querem mudar alguma coisa... só não sabem bem o que e onde). Debate começa, o povo se exalta, Jubilito teatral,

Bom, só para vocês acreditarem que não foi por falta de tentar... tinha mais uns 2 mas eu não estou achando, devem estar em algum disquete perdido pelo meu quarto.
De qualquer forma vai assim mesmo, ambos inacabados, ambos precisando de revisões, mas vai, chega desta janela enorme de dias no blog!
Sobre como eu estou... estou bem, muito bem, fora a tosse que me preocupa para o show de Domingo, e estou encantadinha por um garoto, por enquanto realmente apenas encantada... bom saber que existem poetas verdadeiros no mundo, pra eles o romance ainda não morreu... Viu Dennis! Basta encontrar poetas com os pés no chão!


Ontem o dia foi corridasso, aula, trabalho, e no final do dia estágio... 3 aulas para uns 120 alunos, pelo menos uns 10 me comeram com os olhos... maldita sejam todas as testosteronas nesta idade, isso que eu ainda estava de jaleco...
Bom, mas isso não foi o ponto em questão que me chamou a atenção do dia...
Quando a gente faz estágio (dando aulas em escolas públicas), você sofre seqüências intermináveis de decepções na profissão... quase sofri uma enorme ontem!
Cheguei na sala, a professora corrigindo provas, 5 tipos de provas diferentes, ela me passou o gabarito de 3 tipos de provas e lá vai eu ajudá-la... Começou a aula, uma atividade estupidamente chata e sem propósito algum, um monte de adolescentes imbecis fazendo cópia de imagens toscas de revistas detonadas...
[final da primeira aula, intervalo, tempo pra conversar com a professora...]
Ela chegou pra mim e me perguntou o que eu tinha achado da atividade -- tinha achado uma merda, totalmente vazia e sem propósito algum, mas antes de falar isso resolvi ser uma boa estagiária... Perguntei qual era o propósito dela naquela atividade e qual tinha sido a atividade anterior (pra fazer alguma relação). Ela tinha ensinado arte grega e egípcia e mandou os carinhas desenharem para "ilustrar melhor a matéria".
Fatos constatados no decorrer da aula:
*ninguém sabia o que estava desenhando, fora saber que as pirâmides eram formas triangulares (não sabiam o que era perspectiva);
*ninguém estava interessado em fazer aquilo, estava muito mais interessante perturbar a professora perguntando mil vezes as mesmas coisas só para tirar um sarro da professora perdida, e aproveitar e bisbilhotar o que eu estava fazendo;
*ninguém sabia o que havia sido dado de atividade anterior á aquela que eles estavam fazendo;
*estavam todos pouco se fudendo para a arte egípcia e grega!
Continuei a conversa, ela me deu esta explicação pobre, porém realista e me perguntou o que eu havia achado denovo.
Respondi: Achei fraca, sem propósito, nada estimulante, nada apreensiva...
[Com a cara meio avermelhada (ainda não sei se de raiva ou de constrangimento) ela me virou e perguntou]
O que você faria então?
Antes de responder perguntei: Qual é o currículo da escola, o que ela pede pare ser dado? Somente História da Arte?
Resposta dela: Não, na verdade este é o esquema que eu faço, no currículo para o 2º colegial pede para incentivar a criatividade, estimular os conhecimentos em artes...
Eu: Isso apenas dentro das Artes Plásticas, Não pode Música nem Cênicas?
Ela: Claro que pode! Só que são áreas que eu não domino, devo reconhecer que parte por falta de estímulos e difícil acesso, e parte por desinteresse mesmo, por acabar me sujeitando a este cotidiano... (ALGUÉM AÍ ACREDITA QUE ELA ASSUMIU ISSO? NEM EU ACREDITEI!)

segunda-feira, abril 15

OBSERVAÇÕES SOBRE O MEU DIA

1)Na faculdade...
O Alisson me tira da sala, saio no meio da explicação sobre os precursores da Op-Art, vamos para atrás da janela e ele me pede um abraço, coitado, levou mais um fora no final de semana... Não falo muito dele aqui, mas o Alisson é um garoto muito importante pra mim, o considero realmente um irmão, ele faz Desenho Industrial, tá indo pro último ano como eu, sempre fomos muito colados (já fui até pra Marília conhecer a família dele e passar uns dias por lá).
Depois de um abraço muito forte, um pouco de cafuné, fomos na cantina de outro departamento comprar um leite com Toddy pra ele, na volta passamos no CCH (Centro de Ciências Humanas), resolvemos fazer um “social” com as pessoinhas de Ciências Sociais. Combinei com a Mari* que antes dela se mudar pra São Paulo daria as prometidas aulas de pintura a ela, acabei ganhando uma caneta de hipopótamos dela, muito linda! – Pra quem não sabe, sou colecionadora de HIPOPÓTAMOS!
Estou preocupada com ele, ele parece estar entrando em mais uma crise forte de depressão... ultimamente sou a única pessoa com quem ele se abre, isso que ele é bem sociável.
Resolvi falar disso aqui por causa de um fato que já já explico, vamos pra terceira e última parte!
*Mari: Uma garota muito meiga, ficamos mais amigas depois que o Sasá de Pindamonhangaba se mudou pra cá. O Sasá estuda com a Catarina e namora a Camilinha-hamister. A Mari conheci porque ela era amiga do Sasá, e de outras pessoas que conheço que vieram de Pinda, hoje a maioria mora em São Paulo, como o Koronel, o Léo... Menina muito fofa, muito meiguinha... bom seria se as pessoas tivessem a sensibilidade desta menina!

2)Eu, no carro, indo para o trabalho...
Sempre aproveito estar horas para ler um pouco, acabo o almoço e se meu pai está em Londrina ele me leva pro trabalho.
Paramos no primeiro sinal e logo vem 3 moças entregar panfletos, o primeiro: Panfleto de combate a dengue bancado por uma loja de escapamentos tradicional na cidade; o segundo: Panfleto com promoções de amortecedores; o terceiro: Panfleto com promoção de pneus. E foi este último que chamou a atenção do meu pai – antes ele jogou o da dengue no meu colo sobre o meu livro. Passa alguns segundo, o carro em movimento e ele começa a resmungar sozinho...
-- Hummm será que tem o 225/70-17?
(parei, e dei uma olhada no panfleto, tinha o modelo 225/50-16)
[mais uns segundos frase seguinte]
-- Há, só tem o 225/70-16! Pena...
(ele ainda resmunga algo, parei de ler o livro, virei pra ele e falei)
-- Não pai, não tem o 225/70-16, só tem o 225/50-16!
[pronto, ele conseguiu tirar minha atenção]
(detesto quando ele resolve vir conversar de carro comigo... ele tem um boicote ferrenho para que eu não faça auto-escola, e eu comecei um boicote na mesma proporção a tudo que diz respeito a carro, transito, combustível...)
-- Você sabe o que quer dizer estes números? (ele me pergunta)
-- Não faço idéia e nem quero fazer, eu to lendo!
[tentativa nula de falar qualquer coisa]
Ele começou a explicar, vou fazer vocês aprenderem também, se é que eu realmente entendi!
Ex.:
225/70-17

225 = É o comprimento da circunferência de fora do pneu em centímetros
70 = É a porcentagem da altura do pneu em relação a sua largura, Ex.: se o pneu tiver 10 cm de largura ele terá 7 cm de altura neste caso.
17 = É o tamanho do raio da roda do automóvel, ou seja, o buraco do meio do pneu tem que ter o dobro deste tamanho de diâmetro e também é medido em centímetros.

Sorte que hoje foi pneu, geralmente ele explica a mecânica do carro que é muito mais chato! Como função do pistão e seu funcionamento e todo conjunto que o cerca, o mesmo com as utilidades do óleo no carro ou das engrenagens que envolvem a embreagem até a marcha... Acho que se eu quisesse ser mecânica meu pai me incentivaria muito mais, ele detesto o curso que faço!

3) Voltando pra casa...
Cheguei em casa quase 6 horas, dei uma cochilada e resolvi acabar o comentário do texto do Dennis, respondi e fui postá-lo, conversei um pouco com o Sérginho (por falar nisso, estou quase decorando a última música que ele me mandou “João e Maria” do Chico Buarque; mesmo achando melhor a que ele mandou antes “Two Headed Boy” do Neutral Milk Hotel). Respondi uma mensagem da Mariana no ICQ e outra do Lelê (xeroso), acabei conversando um pouquinho com ele e com o Fernandinho – duplinha inseparável!
Lelê>> Continuamos a saga “Amamos o Fernandinho porque ele é fodasso”! Fiz um trato com ele e o Fernandinho, eles escreveram um texto meio que metendo a boca numa pessoa que eu não achei justo, isso por causa de um comentário que eu fiz que eles ficaram muito bravos, prometi reler o texto deles e dar minha opinião melhor formada sobre o que era justo eles dizerem!
Fernandinho>> Hoje ele quase foi me visitar, mas não foi denovo, bom, ele perguntou como tinha sido meu dia, escrevi isso:
“hummmmm aula de historia da arte 4 aulas seguidas... um amigo meu me tirou da sala pra darmos uma volta.. ele tava mal e carente... daí dei umas voltas, uns conselhos... depois mais um monte de aula...
cheguei em casa... respondi um comentário com 4555 caracteres (to me achando fodassa auhauhauaha), dai fui trabalhar, lá tava um saco, aprendi sobre pneu com meu pai... voltei pra casa.. dormi um pouco e agora to aqui... depois de comer lacinhos de queijo com fanta!”
(a resposta dele)
“Dia legal”
Putz, tinha achado o meu dia um saco, daí fui perguntar onde estava o legal do dia, ele mandou eu desconsiderar tudo e pensar no meu amigo (o Alisson), que só por isso o dia já tinha tido o seu valor... Sabe, este menino mais uma vez estava certo... Fer, você também teve sua grande participação no dia de hoje!
Ah, quanto ao fodasso na citação do comentário que fiz para o blog do Dennis, não que não tenha achado boa, mas achei grandona!
Agora meus pais foram jantar fora... vou colocar isso aqui no ar e tomar um banho!
O comentário do texto do Maia faço depois do banho!

sábado, abril 13

Hoje fora as cagadas com o ônibus indo e vindo da faculdade, fora o trabalho que por sinal não me sôou tão entediante como os outros dias (li grande parte do tempo o livro "Um Grande Garoto" do Nick Hornby, o mesmo autor de "Alta Fidelidade).
Mas meu maior tempo (o começo da noite e grande parte do desfecho dela indo para a madrugada -- claro que com pausas absurdas), me dediquei a um e-mail que recebi e levei muito tempo para respondê-lo (escrever a resposta mesmo!). Junto dele ganhei um presente que reparto com o ego um tanto quanto exaltado com vocês:

Devora-me se fores Esfinge, ou disseca
As minhas entranhas aos poucos, a alma, todavia
Como se fosse eu, Prometeu,
E tu ave de rapina, ave e concubina,
De vôos rasantes, de tez sombria, de pele – ...Pele?
Ave, menina, és mulher... Camila.


Obrigada amigo Maia, obrigada!

sexta-feira, abril 12

Fazia tempo que não escrevia um texto tão grande, espero que tenham fôlego para lê-lo!

Estava aqui pensando no valor da vida de um ser humano... cheguei a seguinte conclusão, ela não tem valor algum.
Calma, não se assustem, preso muito as pessoas que me cercam, preso muito cada momento ao lado delas. Mas qual é o valor de tudo isso?
Talvez pra mim tenha algum, mas para estas mesmas pessoas com quem me relaciono pode simplesmente não fazer a menor diferença na vida delas o valor de alguma vida para mim...
Bom, não querendo desmerecer ninguém... na verdade já estou fugindo bastante do cerne desta questão. Esta idéia veio de uma reportagem que vi a mais de um mês atrás; o Jornal Nacional horrorizava os lares brasileiros anunciando uma morte causada por 10 reais. O que mais me chamou atenção na reportagem toda, foi que eu não me choquei em momento algum. Não que eu seja de toda insensível, mas isso me pareceu muito mais natural do que eu deveria achar, de repente esta notícia me soou cotidiária* demais, indiferente quase.
Ok, vamos voltar no valor, no valor da vida mais propriamente dizendo. Uma das coisas que mais faço é reclamar da vida, muitos dizem que não deveria fazer isso. Vendo por um dos tantos outros pontos de vista, devo concordar, tenho muito mais do que muitos outros: um teto sobre minha cabeça, um chão por debaixo dos meus pés, comida na geladeira, até mesmo geladeira – mas agora eu me pergunto, devo me contentar com isso? Acho que não, na verdade não acho mesmo! Acredito que na nossa vida devemos nos basear em coisas maiores, quanto mais inatingível e superior for a situação melhor será para se comparar (calma, não estou tendo um surto e muito menos tentando virar a rainha da cocada preta), não quero chegar ao topo do mundo, mas também não quero ter um referencial mesquinho – putz, estou me sentindo uma metidinha/egoísta, mas sei que não o sou e não é por aí que quero levar minha idéia...
Voltemos mais uma vez ao valor da vida, que valor você acha que a sua vida tem para o sul-africano que neste exato momento tem cólicas tremendas de fome, que acabou de perder o terceiro filho por causa da malária? Nenhum, não tem nenhum mesmo, ele não se importa com a sua existência, ele nem sabe que você existe. Se você está bem, ou mal, pra ele e para centenas de milhares de pessoas não importa, não faz diferença... A entrevista do jornal dizia que o cara que mataram perdeu a sua vida por causa de 10 reais, a repórter enfatizava junto aos parentes da vitima o valor em reais da perda real, questionando se valia a pena perder uma vida por causa daquela quantia. Pra reporter que ganha bem mais que isso talvez fosse horrorosa a notícia mesmo (repórteres Globais ganham uma boa quantia acrescida ao seu salário somente para cuidar da aparência). Garanto que o senhor antes de perder a sua vida não havia pensado em comprar 10 reais em alimentos para distribuir a moribundos. Mas ele deveria fazer isso? Também não creio, ele não tem obrigação nenhuma se o país sofre com seus milhares de indigentes espalhados pelas ruas o problema é do governo do país e não do pobre trabalhador assalariado (talvez mais um da lista dos “salários-mínimo” das estatísticas).
[Bom, até agora aprendemos que as pessoas se importam com quase ninguém e que num plano geral o mundo é cercado de sentimentos/sensações/vidas/seres-ruins etc. e que todos estes por sua vez colaboram para a desgraça mundial ou simplesmente não colaboram para nada, o que não deixa de ser comparado a uma “não-colaboração”. E aprendemos também que você logicamente protegerá muito mais o seu do que ajudará o próximo indigente que passar por você. E por favor, não venha me dizer que você sempre ajuda, 1- Não é sua obrigação (e não é mesmo); 2- Você não tem ou não sabe como ajudar (dane-se, não estou aqui falando pra você ser um bom samaritano!). Mas não seja cínico a ponto de julgar o pobre (infelizmente nos meus conceitos julgo “pobre”)voltando... julgar o pobre homem que acaba levando a sua vida a estes extremos; tirar a vida de outrém pela quantia de 5% de um salário mínimo, por um “número 1” do McDonald’s com um delicioso Sunday com calda extra. Por um acaso você conhecia o assassino e seus por quês? Não, nem eu. Não estou aqui fazendo papel de defesa e muito menos de acusação, só parei para fazer uma pequena reflexão sobre o caso que começava com este anúncio, “Que valor tem a vida de um ser humano?”, nenhum, repito, nenhum... não pra mim em relação a muitas pessoas, não pra você em relação a tantas outras, mas em relação a sua vida para com centenas de milhares de outras pessoas.
Tá, vou ser mais humana agora, devo estar dizendo pra muitos um enorme absurdo e sei que estou, mas não quero que vocês pensem somente nisso, somente neste enorme absurdo que estou levantando em questão. É obvio que a vida de cada ser humano, melhor ainda, é obvio que a vida de cada SER tem o seu valor, mas o quanto de valor você dá a estas vidas no seu cotidiano? Pouco, talvez nenhuma, talvez você tenha se mobilizado com a notícia do homem assassinado por 10 reais, talvez tenha sido mais um indiferente, talvez nem tenha assistido a notícia. Mas que tal você pensar um pouco mais no valor da sua vida, isso, seja um pouco egoísta e pense em você mesmo? Sua vida vale os reais que você tem na carteira? Seu trabalho vale estes reais? E talvez porque a vida de outro não valeria?
Falta de trabalho, de oportunidade, de dignidade... o que leva um ser humano a tirar a vida de outro? O que leva um ser a tirar a sua própria vida? O que leva tantos outros seres a se doarem por completo a quem nada possui?
Talvez os elefantes estejam certos em se afastar da manada pra morrer isolado assim não atrapalhando a manada ela pode perecer; sorte a deles só precisarem fazer isso na velhice! Posso estar sendo hipócrita... Mas não é isto que acontece? As pessoas retiram outras da “manada” para pararem de retardar o processo de migração da vida, pessoas não “caem na rua do céu”. E nem sua vida é jogada na rua...

*O termo cotidiária foi sugado de um termo utilizado pelo amigo Maia, que usa a palavra cotidiário para se referir ao seu dia a dia, ao seu cotidiano...

quarta-feira, abril 10

Ontem apanhei a manhã toda de um BILBOQUÊ...
Hoje... *Febre* *Nariz trancado* *Garganta irritada* *Tosse de fumante* *Chocolates, detonei quase todo meu estoque da páscoa* *Dormi a tarde inteira* *Matei o projeto* *Aturgyl* *Caixas de lenço de papel* *Comentários* *Um e-mail* *Ganhei um puta abraço gostoso do Fernando* *Voltei pro sofá pra dormir mais um pouco*

segunda-feira, abril 8

Sobre o que eu sou, ou não sou... Morna talvez?!
O título pode ter relações com certas bebidas, como Coca-Cola morna, café morno... ambos indigestos, ambos intragáveis! -- mas na hora da sede desce!

Alguém aí sabe dar beliscões de realidade? Ando precisando levar alguns... Todos andam me dizendo que eu sou muito legal, inteligente, muito meiga, muito sincera, com personalidade forte, muitos montes de blá blá blás. Não querendo ser egocêntrica, sei destas minhas virtudes e sei quando ás aplico, mas desta vez não, não ultimamente...
Meu sobrenome anda sendo Incompetência, e junto dele vem mais um milhão de outros sobrenomes do mesmo gênero. Não ando sendo do cerne Caio, nem sou tão fodassa assim Danilo, nem tão honesta Cássio, nem sou tão carismática e muito menos tenho tantos talentos Dennis na verdade não ando sendo nada direito, fico no meio termo em tudo.
Ai, como detesto isso, detesto sofrer de não ser o que deveria ser, de não suprir nem a mim mesma a cota que preciso de mim.
Na faculdade, com os amigos, com o trabalho (projetos e agora estágio), sempre caem menor quantidade de gotas que deveria cair de suor – leia isso como dedicação ou alguma variante... Pois é, nem pra escrever este textinho de merda me sinto competente, me falta as palavras, me falta me definir melhor...
Livros, 3 me esperam na cabeceira da cama, junto deles mais uma boa quantidade de textos e outros livros pra faculdade, meu pré-projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) parou a meses e o professor já começa a cobrá-lo. Isso é o que dá você se mostrar uma boa aluna e depois te cobrarem o que você mesma sabe muito bem que não tem!
Pelo menos o show que era pra ser no sábado foi transferido, meu medo de subir no palco pela primeira vez como “centro das atenções” me causa muito mais calafrios do que imaginava. Medo de decepcionar a tantos...
É isso, tenho medo de decepcionar vocês e fico aqui me enchendo de desculpas, não que elas não sejam verídicas, mas tenho medo. Desculpem-me amigos! Não devo ser a pessoa que vocês tanto acreditam que eu seja... talvez a Catarina, ou a Carol, ou até mesmo a Camilinha saibam do tamanho da minha incompetência, mas são ótimas amigas que continuam do meu lado... passam anos e elas ainda estarão aqui, passam anos e ela ainda estão aqui!

Fumar ou ir comer algo? Decidi fumar, o Cássio e a Carol me acompanhariam...

sábado, abril 6

Quer saber, o outro blog anda mais a minha cara...

Hoje vou numa Rave com a Paola... querem saber, não to nada animada pra isso, mas como estou me sentindo um lixo mesmo, vou lá usar meu modelito falsa-alegria e fingir que a vida é bela...
Quatro amigos sugeriram pra mim usar algum tipo de drogapra me animar (não ache que eles tão me levando pra o caminho do mal, ou que não são amigos), mas não vou, prefiro fingir, caso não consiga, me isolo num canto e pronto...
To carente, sim eu sei, mas que se foda, vou resistir até o último momento tentando me fazer de forte... não deveria ter escrito isso por aqui, mas ficar escondendo isso de todos não é uma boa também!
Por favor, não me vejam com olhos coitados, detesto pensar que estou me fazendo de vítma!

...cansei... acho que era isso que eu tinha pra falar hoje!

sexta-feira, abril 5

Éramos cinco, eu, a Caty, a Fabi, a Pac e a Su. Cinco seres no colegial, aprontávamos juntas, brigávamos juntas, faziamos trabalhos juntas... o tempo passou e passou...
A Caty continuou comigo, gostos musicais parecidos, rotina parecida, família, proíbições... continuamos juntas até hoje, 5 anos se passaram. Ela passou algum tempo prestando vestibular para Arquitetura, certa hora desistiu e foi fazer Desenho Industrial e não é que a menina está se dando bem neste negócio!
A Fabi mudou de colégio no último ano, depois foi para o Japão, depois vboltou pra cá, perdemos o contato, ela casou, engravidou (fui no chá de bebê), daqui alguns dias o Lucas (o bebê) fará um ano, ela queria fazer Odontologia, era uma das mais inteligentes e dedicadas, mas seu rumo a levou para outro destino... hoje é dona de casa.
A Pac, continuamos juntas até o final de 2000, depois ela resolveu ficar louca e brigar com todas as amigas que tinha, fui a primeira a segurar seu filho das amigas (o Gui), faz Fonoaudiologia hoje, não sei mais dela, não quero saber também, mas sinto saudades do Gui.
A Su, nos afastamos muito depios do colegial, ela mora em uma cidade visinha daqui, sumimos ambas... hoje ela está estagiando na farmácia da mamãe, fazendo Farmácia e Bioquímica, nada de filhos, nada de namorados, com o mesmo jeitão de sempre.
Éramos "As Caralhas Deserdadas"*!
Porque eu falei tudo isso, hoje tentamos fazer um encontro na farmácia, a Su já ia lá mesmo pro estágio, a Fabi largou os salgadinhos da festa de um ano do filho pra ir colocar um pouco da fofoca em dia, a Caty não pode ir, estava com muitos afazeres e a Pac não foi convidada.
Saudades daquele tempo que já se foi, pelo menos fui a que ficou com o cara mais foda... o Gaucho, hoje fui parabenizada por ter ficado com ele, isso foi engraçado! Só de lembrar das nossas palhaçadas, da viagem pra fazenda... os amigos que sumiram e os que continuam presentes.
Saldo de hoje, temos anos pra colocar em dia... em um dia...
* As Caralhas Deserdadas" foi o nome da banda que pretendiamos formar, queriamos um nome e um amigo nosso (ele se matou), sugeriu "As Caralhas", falamos que seríamos deserdadas caso colocássemos este nome na banda, daí ficou "As Caralhas Deserdadas", a banda nunca surgiu, mas a Pac foi aprender a tocar guitarra e eu bateria, tempo depois surgiu o Surface, onde minha irmã tocava baixo e fazia o vocal, a Pac guitarra, a Camilinha (que hoje é da minha banda) tocava guitarra também e o Cientista entrou como baterista. Nunca aprendi a tocar bateria, era/sou muito descordenada pra isso!
Oito anos é muita coisa?

"A ESTRELA QUIS BRILHAR"

A estrela quis brilhar
Antes do seu tempo predestinado

Forças,
Ainda não tinha
Pensou que seus desejos á sustentaria

A Estrela quis brilhar
Lutou com força para isso
Certa hora conseguiu
Seu brilho veio ao amanhecer do dia

A estrela quis brilhar
Tão pequenina atingiu
Corajosa, com o Sol lutou
Forte,
Muito forte brilhou

A estrela quis brilhar
Mas como se sustentaria?
Achou melhor mudar
Ela tentaria

A estrela quis mudar
Mas muita coisa acontecia
Sua força já não era tanta
Seu brilho se esvaia

A estrela quis brilhar
Mas não podia
O Céu ordenou
Do mundo ela se retiraria...

Esta poesia que fiz hoje vai em especial para duas crianças, duas pequeninas almas que tentaram brilhar, e para todas as outras alminhas que quiseram brilhar mas não conseguiram... Uma delas é o Pedro, o filhinho da Ana -- aquela que eu ia estudar na casa dela e teve o filho na manhã de domingo, na manhã de hoje acordei com um telefonema da Michele avisando que o Pedro não havia resistido e tinha morrido (ele era prematuro). E a outra criança especial, é(não deixou de ser por ter partido) filho de um amigo que nunca abracei, mas que recebe sempre meus abraços, não sei qual era o nome da criança, mas ela também não consegiu segurar o seu brilho no mundo, espero que ele leia esta poesia...
Você sabe quem é... melhor não citar nomes...

quinta-feira, abril 4

Sentei aqui no computador para escrever alguma coisa para o blog, a TV estava ligada na MTV, comecei a selecionar as músicas no Winamp para escutar enquanto digitava o texto quando de repente escuto a voz da Nessalita, ela dando entrevista no programa Meninas Veneno sobre bissexualidade (tema do programa: eu gosto de meninos e meninas)...
Putz, que saudade desta menina, mal ela sabe que eu estou a vendo agora. Minha mãe dorme no sofá da sala, a uma meia hora atrás falei pra ela de uma ex-amiga que provavelmente está namorando outra garota, minha mãe ficou pasma, menos mal ela estar dormindo agora, ela ia se chocar denovo e voltar com umas conversinhas de que eu sou ou não bissexual.
Vou aproveitar o ensejo e reforçar uma coisa aqui... muitas pessoas que lêem meu blog, ou até mesmo que não me conhecem direito, já vieram me perguntar se eu sou homossexual, ou algo parecido... Vou esclarecer isso denovo. Não sou homossexual, nem bissexual, nunca fiquei com meninas, nem tive vontades... caso um dia tiver vontade ficaria na boa, não tenho preconceitos com isso. Mas reafirmo, eu realmente gosto de homens.

Outra coisa, mudando de assunto totalmente, hoje encontrei o Grazianni no R.U. (Restaurante Universitário), o amigo do Ricardo, ele vai ver se consegue pra mim o telefone do mesmo para me passar. Menos mal assim, pelo menos posso ligar pra saber se ele está bem (se eu realmente conseguir o telefone!).

Mudando de assunto pela segunda vez... Estágio agendado, tinha pego uma aula as segundas feiras (ia demorar um século pra cumprir todas as horas, pedi pra pegar mais aulas...), consegui mudar, duas aulas as terças, no final, dei uma chorada pro professor do estágio e pedi 4 aulas de uma vez, 4 aulas todas as terças no maior colégio público de Londrina, caso não morra acabarei o estágio bem rápido, e me acabarei também... Portanto já aviso, vou voltar realmente a vida de estresse. Fora isso vou me ajeitar no projeto denovo e mais duas noites preenchidas... Se ficar um pé no saco, espero que me entendam... E depois ainda tenho que escutar que eu sou uma vagau e que não faço nada... vai entender... depois durmo 3 horas por noite e reclamam que não durmo... poxa, to ganhando tempo, ou ficando louca!

quarta-feira, abril 3

Lembrei de uma coisa hoje pra comentar com vocês...
Hoje na minha voltinha pelo departamento na fuga da aula da Clarice (Tridimensional), paro na sala do segundo ano de Desenho Industrial em busca de um walkman para escutar uma fita que me devolveram depois de 2 anos quase...
Chego na janela e a Lu que iria ser a minha vítima do empréstimo capotada (dormindo) na sala, dai a Renata e o Fernando saíram da sala pra vir conversar comigo, o próximo a sair foi o Maurício (o Professor), acho que ele dá aula de quadrinhos pro pessoal e pra mim aula de Infografia.
Dai, sem mais nem menos, o Mauricio começou a me abraçar, a falar que eu tava toda bonitona, gostosona... virou pro Fernando e perguntou pra ele... nossa... como fiquei sem graça (lógico que disfarcei tirando com a cara do Maurício)... Putz, achei que ele tivesse parado com isso...
Quando ele foi dar as primeiras aulas dele ele me chamou para uma cervejinha no final da tarde depois do meu projeto, um tempo depois foi umas brincadeirinhas na sala, no churrasco de DI... Daí dei umas cortadas feias e ele parou. Na última aula que tive dele, cheguei mais cedo e só tinha ele na sala,... pra que, comentáros do tipo "enfim sós", coloquei meu walkman e fui fazer o que ele havia pedido... Eu hein... cada coisa!

“Carinhoso”

Meu Coração
Não sei por que
Bate feliz
Quando te vê
E os meus olhos, ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim!
Ah! Se tu soubestes como sou tão carinhoso e muito muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus
E vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz
Bem feliz!
(Pixinguinha)

Fui dar uma olhada pelos blogs, fazia tempo que eu não fazia isso, ainda tem muita coisa pra ser lida...
Ah, o que eu ia falar não tem nada a ver com isso, mas veio de uma destas visitas. Esta letra ai acima...
Vocês devem estar se perguntando o que a Camila, a garota tosca está colocando Pixinguinha num post? É meio estranho, mas lembrei de uma pessoa. Calma, eu me explico! Não sei se vocês vão querer ler até o final, sou muito detalhista, mas vai lá:
No primeiro ano da faculdade fui trabalhar fazendo pesquisas para o mestrado de uma professora minha, fui fazer entrevistas no Festival de Música de Londrina. Tinha 2 semanas para fazer umas 300 entrevistas, em troca iria ganhar uma grana (já pré-destinada – era pra encontrar o Douglas* no final das férias de julho. *Douglas> foi meu pseudo namorado de São Paulo) e pedi entradas para os eventos do festival... no final acabei ganhando mais que isso, tinha acesso livre a tudo que acontecia no festival, as oficinas, as apresentações...
Na primeira semana já havia acabado todas as entrevistas e ainda fazendo com uma certa folga (ia no final da tarde depois que saia do trampo da farmácia). Comecei a conhecer várias pessoas, os estudantes, os integrantes das orquestras, os vendedores de livros, os organizadores... muita gente mesmo, dentre elas conheci o Ricardo, logo nos primeiros dias. Ele sempre estava por perto de onde eu estava, trazia pessoas pra responder minhas entrevistas, íamos a concertos juntos, ficamos amigos (na verdade ele se apaixonou por mim e eu fiquei amiga dele), eu estava trabalhando pra encontrar o Douglas, não conseguia ver mais que um dedo diante do meu nariz.
Na Segunda semana comecei a ir em todos os eventos do festival, comecei a ficar com o Ricardo (mulher carente é um perigo!). O Ricardo: garoto de família problemática, pobre, bolsista, estudante de Música na Belas Artes de Curitiba, ao seu lado sempre a “namorada” (tinha um nome de mulher mas não lembro) – a Trompa. Ele trocou a “namorada” pela tal entrevistadora de artes, que usava bermudão, cabelos roxos, fumava (ele detestava isso)... vocês já me conhecem, agora me imaginem menos “lapidada”! Ele fazia parte de uma das orquestras, eu saia do trabalho e ia direto para os concertos, era a cena mais linda, ele de terno e gravata, todo chiquetoso e eu de bermudão e camiseta (alguém consegue conceber a cena?), lógico que depois das apresentações, íamos para o apartamento do amigo dele onde ele estava se hospedando pra trocar de roupa!
Bom, como disse antes, o Ricardo realmente se apaixonou por mim... eu ganhava chocolates e presentinhos diariamente, ele sempre muito meigo... coisas simples, mas com aquele valor que só o carinho pode engrandecer. Ele sabia do Douglas, mas mesmo assim, continuava me agradando, me paparicando. Numa tarde, fomos com o resto do pessoal assistir a uma apresentação de uma Big Band no shopping, durante a apresentação, a Big Band tocou “Carinhoso” do Pixinguinha, e o Ricardo sussurrando a música toda no meu ouvido, depois disso ele me encontrava e começava a cantar... Agora toda vez que vejo esta música lembro do Ricardo.

[Alguém aí quer saber do fim triste desta história? Ah, já que você chegou até aqui, é porque quer um desfecho no mínimo...]

O que aconteceu é que depois de uma semana “namorandinho” ele resolveu me pedir em namoro mesmo, me justifiquei pra ele, falei do Douglas denovo, falei que não queria outro relacionamento a distância... (na verdade falo isso até hoje) – ele começou a chorar, falou que mudaria pra Londrina, já estava até pensando na transferencia da faculdade, emprego ele já tinha garantido como músico, ele já havia recebido propostas antes. Ajoelhou e pediu pra que eu ficasse com ele, nunca ninguém tinha feito isso pra mim (lógico, estava começando a sair das fraldas agora)... Depois disso, no dia seguinte ele foi embora, ia se apresentar em Curitiba, foi a última vez que o vi. Uma semana depois ele me ligou, eu estava indo pra São Paulo, ele ficou muito sentido mas disse que entendia, depois de um tempo escrevi uma carta pra ele pedindo desculpas por tudo, nunca tive resposta...
Sei que ele está bem, as vezes encontro um amigo dele (o dono do apartamento onde ele se hospedou).

ACABÔ!

E o Pixinguinha, agora me martela a lembrança do Ricardo toda vez que vejo ou escuto esta música. Me deu saudades dele, queria saber como ele tá, o que anda fazendo...